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Atualizado em: 04/06/08
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AMBIENTE EM FOCO

  • AMBIENTE EM FOCO Arquivos da categoria: 'ECOLOGIA' Um dia chegaremos ao desmatamento zero Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 08:00h O Ministério do Meio Ambiente, com o apoio de parte da grande imprensa, vinha capitalizando a redução do desmatamento amazônico desde o segundo ano do governo Lula. Dos mais de 20 mil km² dizimados por ano entre 2003 e 2004, chegamos a pouco mais de 11 mil km² entre meados de 2006 e 2007. Segundo a versão que a ex-ministra Marina Silva vinha divulgando pelo mundo, aproveitando-se de sua imagem de "representante dos povos da floresta", a queda era resultado da "ação enérgica" do governo e da fiscalização mais eficaz. Mas sabíamos desde então que a redução se dera principalmente como resultado da queda nos preços de alguns produtos do agronegócio naquele período, o que reduziu o incentivo a novos desmatamentos. Tudo ia muito bem com esta versão até agora, quando, no final de janeiro, dados mais recentes divulgados pelo Inpe apontaram um crescimento expressivo nos desmatamentos, justamente quando o agronegócio vive um momento de recuperação. Como não podia deixar de ser, houve confusão e corre-corre no governo, acompanhados por uma enxurrada de bobagens e declarações infelizes. A grande imprensa deliciou-se com as bobagens ditas por todos os lados, com destaque para o presidente Lula, Marina Silva e para o governador do Mato Grosso, que geraram manchetes vendedoras de jornais e revistas por algumas semanas. Esse é o resumo da história. Mas alto lá. Tente imaginar o que significa o desmatamento de área equivalente a quatro mil campos oficiais de futebol por dia. Foi este grau de desmatamento que o governo e a imprensa comemoraram entre 2004 e 2006. Procure visualizar a imensa quantidade de árvores destruídas a cada 24 horas. E não são apenas árvores centenárias, gigantescas, que chegam a 50 metros de altura. Além destas, outras árvores menores, arbustos, ervas, bromélias, orquídeas, trepadeiras, também foram destruídas. Incontáveis tipos de vegetais, que servem de alimento e abrigo para animais dos mais variados tipos, de minúsculos insetos até a enorme anta. Tudo destruído, convertido em fumaça que contribui para o efeito estufa. Aniquilados, por vezes, pela ação de motosserras e espingardas e, outras,com o simples uso do fogo, que tem o poder de devastar áreas imensas. Pensem nos ninhos queimados, nos animais menos velozes imolados pelo fogo todos os dias e em outros tantos, expulsos pela destruição. Há o que se comemorar com este número? Se a sua resposta for não, você está indo contra a opinião dos políticos, da imprensa e até mesmo de alguns ambientalistas que dão respaldo à ação do Ministério do Meio Ambiente. Percebam que a crise atual não foi causada pelo desmatamento em si. Sua origem está especificamente no aumento da destruição de quatro para o equivalente a seis mil campos de futebol por dia. Se os dados indicassem a manutenção dos quatro ou até a redução para três mil campos de futebol por dia estaria tudo bem. Não quero aprofundar-me nos patéticos papéis desempenhados pelos atores envolvidos no episódio, até porque os veículos de comunicação já se encarregaram de ajudar a desviar a discussão do seu verdadeiro foco e de escancarar o pobre jogo político disputado entre políticos, ruralistas e alguns representantes de ONGs ambientalistas. Com a teatralização das declarações de lado a lado - estilo novela ou Big Brother -, a grande imprensa faz o tal do jornalismo declarativo, pobre e fácil de produzir, o estilo revista de fofoca de noticiar. Assim, fica-se dando mais destaque às briguinhas dos políticos (que se pegaram publicamente em diversas oportunidades) e ambientalistas do que ao problema da devastação em si. Ninguém questiona as grandes obras de infra-estrutura planejadas para a região amazônica ou o nosso modelo de crescimento ancorado no agronegócio exportador. Não se discute a fundo a loucura representada pela perda de milhares de quilômetros quadrados de mata por ano. Ninguém busca as verdadeiras razões nem se debate seriamente sobre como lutar contra isso. Seria o papel de uma mídia decente e atuante, em sua obrigação e função primordial de ajudar a melhorar a sociedade, não escarafunchar joguinhos políticos de baixo nível. Também prefiro não focar a análise em Lula ou Maggi por outra razão: quando apontamos suas falhas na condução da questão reforçamos a idéia errônea e perigosa de que eles seriam "os grandes culpados" pelos problemas. Os políticos têm culpa, sim. Mas não vai ser somente apontando culpados individualmente que vamos sair da maior crise da história da humanidade. Mais que grandes culpados, os políticos são canais de materialização de forças dominantes presentes na sociedade como um todo. Lulas e Marinas não são super-heróis capazes de mudar com papel e caneta os rumos da humanidade. Nem Blairo Maggi é supervilão. Os vilões somos todos nós, e a solução depende de uma tarefa conjunta que vai muito além de votar neste ou naquele candidato. Em uma analogia, os desmatadores seriam a mão que comete o crime, os governantes os músculos que podem deter ou acelerar as ações desta mão e a sociedade, como um todo, o cérebro que comanda tudo, mas que quase nunca tem consciência das conseqüências das ordens que dá ao restante do corpo. Os personagens representados por Maggi, o político poderoso, sojicultor milionário e falastrão, e Lula, o presidente que traiu as causas ecológicas quando chegou ao poder, acabam facilmente escolhidos para explicar tudo e expiar todas as nossas culpas. É, da mesma forma, confortável dizer que Kyoto não evoluiu por causa do Bush, quando sabemos que a verdade não é essa. Acredito que as emissões globais de carbono, especialmente aquelas dos países ricos, não teriam caído significativamente com a assinatura de Bush. Eu não acho que estaríamos reduzindo a produção de bens de consumo nem reduzindo a demanda por energia, a única forma de enfrentar a questão, se os EUA tivessem aderido ao protocolo nos anos 90. O que fica disso tudo é que as florestas da Amazônia vão desaparecer quase que em sua totalidade. Ao fim deste século restarão os parques e reservas, e talvez muitos deles nem sobrevivam, a julgar pelas pesquisas que apontam as graves conseqüências climáticas do desmatamento, como a redução no regime de chuvas em boa parte da bacia amazônica (sobretudo no sul e leste). É lugar comum a afirmação (e, mais ainda, o pensamento não expressado publicamente) de que desmatamento zero é utopia. Aceitar essa idéia equivale a afirmar com todas as letras que as florestas tropicais vão ficar completamente desfiguradas ou desaparecer completamente nas próximas décadas. Até porque o desmatamento zero vai chegar mais dia ou menos dia. Nem que seja quando não existirem mais árvores para se derrubar. Por: Danilo Pretti Di Giorgi, jornalista Fonte: Corrêio da Cidadania Plano Amazônia Sustentável terá comissão gestora em 30 dias Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 07:50h O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, instituiu nesta segunda-feira, dia 2, a Comissão Gestora do Plano Amazônia Sustentável. De acordo com o decreto publicado na edição desta segunda do Diário Oficial da União, a finalidade do grupo é desenvolver estratégias para a implementação do plano, nos três níveis de governo. A comissão tem o prazo de 30 dias para estar formada legalmente e terá o apoio do Instituto Econômico de Pesquisas Aplicadas (Ipea) no desenvolvimento das atividades. Fonte: Agência Brasil Programa da CPLP para combate à desertificação terá 100 milhões de euros Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 07:48h A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) assinaram um termo de cooperação, em maio passado, que destina, inicialmente, 100 milhões de euros para a formulação do Programa de Cooperação CPLP para o Combate à Desertificação. Essa iniciativa é resultado das discussões do Grupo de Trabalho de Combate à Desertificação coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente no âmbito da CPLP. A expectativa é de que, com este programa, os países da CPLP implementem um programa de cooperação comunitária, desenvolvido de forma cooperativa e sinérgica, visando a implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação. Para o MMA, o Programa de Cooperação CPLP para o Combate à Desertificação representa um elemento essencial na luta contra a degradação das terras e melhoria das condições de vida das populações que habitam as zonas afetadas e terá papel importante na gestão e conservação dos recursos naturais auxiliando, também, no combate às alterações climáticas. Fonte: MMA Com vazão menor, produção de hidrelétricas deve cair 2% Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 07:43h A produção de energia hidrelétrica terá uma queda de até 2,2% até 2100 em razão da menor vazão, a quantidade média anual de água que aflui para as usinas. Na projeção mais otimista, a queda deve ficar em torno de 1%. O estudo analisou as bacias do Rio Paraná, Grande, Paranaíba, Parnaíba, São Francisco e Tocantins-Araguaia. Elas representam quase 70% da capacidade instalada do país. Os impactos que as mudanças do clima global podem causar no sistema hidrelétrico estão relacionados ao comportamento das vazões nas bacias dos rios ou a alterações na probabilidade de ocorrência de tempestades e secas extremas, que poderiam prejudicar a operação das usinas. Segundo Alexandre Szklo, da Coppe, o problema é mais grave nas áreas de fronteira da produção de energia hidrelétrica, na região Norte. "A perda pode ser maior se considerarmos as usinas que vão entrar em operação, como Jirau e Belo Monte, que têm reservatórios pequenos. Nestes casos, a perda de vazão é basicamente a mesma da geração elétrica. Estas usinas podem ter perda de cerca de 15%". Para Claudio Sales, do Instituto Acende Brasil, o estudo dá uma direção para o país. "O Brasil tem de reverter a tendência de condenar as usinas de reservatórios grandes, desde que faça isso com o devido cuidado ambiental". Fonte: Folha Online Minc responsabiliza agronegócio pelo desmatamento na Amazônia Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 07:33h O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta segunda-feira, dia 2, medidas para conter o avanço do desmatamento da Amazônia e culpou o agronegócio pelo aumento da devastação da floresta. Ele classificou a situação como "preocupante" e não teve dúvidas em apontar os culpados. - O preço da carne e da soja dispararam nos últimos meses. E, historicamente, há uma forte relação entre os preços da carne e da soja com o desmatamento no Brasil - comentou. Minc afirmou ainda que o governo vai reforçar a ação contra o desmatamento. Uma das novas medidas será chamada como "Boi Pirata". O ministro acrescentou que os animais serão encaminhados a frigoríficos do Fome Zero. - Vamos começar a apreender boi em área ilegal. Então, se chegarmos numa área que não está com a regularização fundiária, com a regularização ambiental, e tem gado? Ele será apreendido. Ele disse também que outra medida que valerá a partir do dia 15 de junho é a obrigatoriedade dos produtos agrícolas terem a informação dos fornecedores. A partir de então, as siderúrgicas, os frigoríficos, as madeireiras e as agropecuárias, terão que informar todos os seus fornecedores, de acordo com a lei ambiental 10.650 de 2003. Conforme Minc, o Ministério da Justiça já liberou 500 homens da Guarda Nacional para sustentar as ações de combate ao desmatamento. Por: Luciane Kohlmann Fonte: Canal Rural ONU inicia negociações da Convenção de Mudança Climática Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 07:31h Bonn, na Alemanha, recebe até o dia 13 de junho a segunda rodada de negociações da Convenção de Mudança Climática da ONU, anterior à próxima conferência da entidade, que será realizada em dezembro de 2009 em Copenhague e na qual devem ser definidas as diretrizes da convenção a partir de 2012. Dentro das diretrizes firmadas após a última conferência de Bali, o encontro de Bonn reunirá dois mil delegados cuja missão será avançar nas bases de um acordo que possa ser referendado em Copenhague e suceda ao atual Protocolo de Kyoto. O encontro é realizado dias após a Convenção de Diversidade Biológica da ONU alcançasse em Bonn um programa de prazos para que em seu próximo encontro, no Japão em 2010, se possa alcançar um acordo relativo à divisão de benefícios gerados pela venda de recursos genéticos. Fonte: Estadão Online País vai cooperar com a Bolívia para controle de incêndios florestais Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 07:30h O Brasil assinou um acordo com a Bolívia para cooperar no controle de incêndios florestais neste país, com investimentos de cerca de US$ 150 mil, informou nesta segunda-feira, dia 2, uma fonte oficial. O diretor de Recursos Florestais do vice-ministério da Biodiversidade, dos Recursos Florestais e do Meio Ambiente boliviano, Jaime Villanueva, confirmou o acordo entre seu departamento e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo Villanueva, o convênio permitirá a capacitação e o intercâmbio de técnicos e brigadas para combaterem os incêndios florestais, freqüentes nesta época do ano. Além disso, também servirá para prevenir e alertar os pequenos e grandes agricultores para reduzirem os focos de incêndio. Villanueva destacou que o documento, que será referendado nos próximos dias pelo Ministério de Relações Exteriores da Bolívia, terá validade de dois anos, período no qual o pessoal boliviano será capacitado pelo Ibama. - É uma contribuição importante, pois na Bolívia são queimados cerca de 300 mil hectares por ano para criar novas terras de cultivo, principalmente no leste do país - explicou. Dessa quantidade, 70% ficam no departamento de Santa Cruz (leste), 20% em Beni (nordeste), os 10% restantes entre Pando (norte), Cochabamba (centro), Tarija (sul) e La Paz. Villanueva destacou que a experiência brasileira neste campo é grande, já que no Brasil "são queimados 80 vezes mais (superfície) do que na Bolívia". Nos últimos quatro anos, foram registrados 163,1 mil focos de incêndio na Bolívia, e só em 2007 foram mais de 27 mil, dos quais dois se transformaram em grandes incêndios florestais em Tarija e Santa Cruz, informou Villanueva. Fonte: Agência Efe Ministro antecipa criação de novas unidades de conservação ambiental Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 07:27h O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, informou na segunda-feira (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá anunciar no próximo dia 5 a criação de novas unidades de conservação ambiental. "Vamos fazer um paredão verde de proteção", destacou Minc na entrevista coletiva em que comentou os dados mais recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento na Amazônia. O ministro antecipou duas novas unidades a serem anunciadas: a Reserva a Extrativista do Ituxi e o Parque Nacional do Mapingari, ambas na Amazônia. Fonte: Radiobrás Arqueologia prova sem sobra de dúvida: deuses não eram astronautas Enviar comentário 4 Junho, 2008 - 07:25h Indiana Jones que nos perdoe, mas nenhum arqueólogo que se preze cairia no conto dos maias alienígenas, como o herói do chapéu e do chicote faz em seu último filme. Não vamos nem entrar no mérito das caveiras de cristal, fraudes óbvias do século 19 produzidas com tecnologia industrial. Duro de engolir mesmo é a idéia, muito disseminada, de que toda civilização antiga com construções nababescas e aparente falta de tecnologia avançada só teria conseguido seus avanços com a ajuda de ETs. Uma das expressões mais populares dessa idéia é a expressão "Eram os deuses astronautas?", cunhada em um dos livros do escritor suíço Erich von Däniken. A tese estapafúrdia diz, grosso modo, que os deuses de quase todas as mitologias antigas eram, na verdade, seres alienígenas que trouxeram técnicas e conhecimentos avançados para os seres humanos primitivos. Os partidários da idéia usam as pinturas e esculturas antigas como "evidência" da passagem desses "deuses astronautas" pela Terra. O único problema é que não se deram ao trabalho de olhar direito o registro arqueológico. Primeiro, o registro arqueológico mostra que nenhum povo antigo das Américas (e, aliás, do mundo) jamais andou produzindo caveiras de cristal. Em segundo lugar, sugere que as sementes das grandes civilizações apareceram gradualmente na América Central, no Egito e na ilha de Páscoa, sem a necessidade de qualquer influência externa. E, finalmente, dá indícios claros de que nenhuma tecnologia mágica foi necessária para construir pirâmides ou outros megamonumentos: só conhecimento empírico, bom planejamento e muita, mas muita força bruta mesmo. Idéias de jerico - A origem das grandes civilizações americanas, que incluem não só os maias como os astecas, incas, toltecas e olmecas, sempre foi terreno fértil para idéias de jerico e preconceitos. O problema começava já com a maneira de pensar dos conquistadores espanhóis, que não aceitavam que meros "selvagens" pagãos fossem capazes de construir cidades como Tikal, que não chegou a ser vista pelos europeus mas, em seu apogeu, por volta do ano 800, chegou a abrigar mais de 100 mil habitantes. No século 19, antes que a construção desses complexos fosse atribuído a alienígenas ou habitantes do continente perdido da Atlântida, "várias teorias diziam que a origem da civilização nas Américas tinha se dado com supostas viagens e migrações vindas do Velho Mundo", escreve Robert J. Sharer, antropólogo e arqueólogo da Universidade da Pensilvânia (EUA). "Assim, os mexicas (astecas), incas e maias eram vistos como colonos esquecidos das civilizações do Egito, da Grécia, de Cartago, de Israel ou de Roma", diz Sharer. Na verdade, o parentesco biológico dos povos responsáveis pelas grandes civilizações da América com tribos de caçadores-coletores da Amazônia ou do Arizona é indiscutível. A influência egípcia é zero, portanto. Mas, mais importante ainda, os impérios das Américas não surgiram num passe de mágica. Lento e gradual - No mais recente filme da série "Indiana Jones", o arqueólogo-galã dá de cara com pinturas representando alienígenas dando aos povos humanos antigos o conhecimento sobre a agricultura, as técnicas artesanais, a arquitetura e outras artes essenciais para a civilização. Ficção à parte, se uma raça avançadíssima do espaço sideral foi mesmo a responsável pelo surgimento das grandes civilizações no nosso continente e em outros lugares, a única coisa que se pode dizer a respeito é que ela foi um bocado incompetente. Isso porque os ancestrais dos maias e outros povos demoraram milênios para começar seus projetos faraônicos. Mapeando a origem de tais culturas, os arqueólogos descobriram uma evolução lenta e gradual, que começa com meros caçadores-coletores e vai tomando fôlego devagarinho, graças inicialmente à domesticação do milho e outros produtos agrícolas entre 7.500 anos e 9.000 anos atrás. A centralização de poder e o começo de construções respeitáveis demorou um bocado, conforme as vilas de agricultores começavam a crescer em população e estabelecer redes de alianças e domínios. Os primeiros assentamentos que poderiam ser considerados maias só surgem há menos de 4.000 anos, e os monumentos iniciais desse povo são simples montículos artificiais usados como túmulos há uns 3.000 anos. O apogeu da civilização maia começa apenas por volta do começo da Era Cristã, com grandes cidades, pirâmides, praças majestosas e uso extenso de um tipo complicado de escrita. Como tamanhos monumentos de pedra poderiam ter sido erigidos no meio da floresta tropical do México, da Guatemala e de Belize? Matéria-prima local - Essas obras não são tão surpreendentes quanto parecem. Embora os maias só contassem com ferramentas de pedra para realizá-las, é preciso lembrar que eles utilizavam quase sempre rochas calcárias, relativamente fáceis de trabalhar nessas condições. Também não há sinais de que eles tenham transportado a matéria-prima de muito longe: as pedreiras calcárias eram quase sempre exploradas localmente pelos governantes maias. (Mesmo que fosse necessário buscar pedras longe, o uso de trenós de madeira pelos egípcios durante a construção das pirâmides mostra que não eram necessários guindastes motorizados para fazer esse tipo de serviço na Antigüidade.) Os maias e outros povos da região desenvolveram uma forma relativamente tosca de cimento, também feita à base de rochas calcárias, para o acabamento de seus edifícios. Eles complementavam a falta de ferramentas de metal com um conhecimento teórico bastante avançado de matemática, que lhes permitia boa precisão nas medições de blocos de construção, por exemplo. Também nesse caso, assim como nos conhecimentos dos antigos povos da América sobre astronomia, não há nada de mágico. Todos os povos antigos tinham facilidade para acompanhar os ciclos astronômicos naturais por meio de observação sistemática dos céus. Se por algum motivo a cultura deles atribuía um significado religioso e ritual a esses ciclos, um passo natural era desenvolver técnicas para medi-los com precisão - o que, aliás, também foi feito no antigo Egito e na Mesopotâmia (atual Iraque). Fonte: G1 Estudo mostra que energia no Brasil é vulnerável a aquecimento Enviar comentário 3 Junho, 2008 - 10:15h Patinho feio dos leilões de energia até agora, o bagaço de cana poderá ganhar status de estrela na geração de energia no final deste século, já que a cana-de-açúcar será a única fonte energética no Brasil que não sofrerá impactos com o aquecimento global. Por outro lado, a energia eólica deve ficar restrita ao litoral e as hidrelétricas vão produzir menos do que hoje por redução das chuvas, assim como a soja deverá migrar para o Sul em busca de clima mais favorável. Estas e outras conclusões estão no estudo encomendado pelo Reino Unido através do Global Opportunity Fund a professores e pesquisadores da Coppe, instituto de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderados por Roberto Schaeffer e Alexandre Salem Szklo, para avaliar o impacto das mudanças climáticas no sistema energético brasileiro no período 2071 a 2100. "Trata-se basicamente de entender como o sistema energético brasileiro planejado para 2030 reagiria às novas condições climáticas projetadas para o período que vai de 2071 a 2100", explica em sua introdução o trabalho que levou oito meses para ficar pronto. A vulnerabilidade encontrada, segundo Roberto Schaeffer, acende uma luz amarela em alguns programas do governo e investimentos privados, que deveriam ser repensados. "O que o estudo chama a atenção é de que não adianta pensar mais em desenvolvimento do Brasil ou apostar fundo em certas regiões se você não começar a olhar a vulnerabilidade delas às mudanças climáticas, pode ser maior ou menor, mas provavelmente o futuro será pior do que hoje", explicou Roberto Schaeffer à Reuters. Ele citou projetos hidrelétricos na Amazônia, que estão sendo apontados como a solução para o país - rio Madeira, Belo Monte - como exemplo de uma possível frustração futura diante das mudanças climáticas. "Há tendência da Amazônia savanizar, ou seja, ficar mais seca, e o Nordeste que já é semi-árido vai ficar mais árido", afirmou. Nem os ventos escapam das mudanças no clima, segundo o estudo, apontando para uma tendência de migração da produção eólica do interior para o litoral, limitando o crescimento dessa indústria. "O Brasil tem potencial eólico muito grande, mas muito disperso. A gente mostra (no estudo) que esse potencial grande acaba e fica muito concentrado na costa, vamos ter ventos 30 a 60 por cento menores do que temos hoje", informou. Outro problema será enfrentado pelas culturas de soja e outras oleaginosas usadas para a produção de biodiesel, que terão que buscar o Sul do país se quiserem continuar existindo. "Um programa de biodiesel, por exemplo, que era pensado em questões familiares, pequenas propriedades, é uma questão que não dá para assinar em baixo ainda, mas a vulnerabilidade é muito grande e os estudos estão apontando que dendê, soja, mamona etc não vão nascer no Nordeste", afirmou. Já a cana ganharia mais áreas para ser plantada, por gostar de calor, e o bagaço, hoje praticamente desprezado para gerar energia, poderia compensar as perdas hidrelétricas. "O bagaço pode assumir um papel importante que ele não tem hoje", afirmou. Velho Chico - Com menos chuvas devido ao aquecimento do planeta, a transposição do rio São Francisco também pode ser considerado um projeto arriscado pela tendência de queda hidrológica. "Em todas as bacias hidroelétricas brasileiras sempre a geração de eletricidade vai ficar pior e com o passar do tempo não vai melhorar", disse Schaeffer. "O Nordeste que hoje já é pobre em chuva vai ficar mais pobre, e a Amazônia que hoje é rica em chuva vai ficar mais seca, o que vai ser favorável para algumas culturas de um lado, mas vai reduzir a produção das hidrelétricas", complementou. Em cálculos conservadores, que serão revistos ao longo dos próximos 12 meses em uma versão mais sofisticada do estudo pelo próprio grupo, a bacia do São Francisco é a que apresenta maior queda de vazão média anual, ou seja, a que terá menos água para mandar para suas usinas. A vazão da bacia do São Francisco registraria queda de 23,4 por cento no cenário mais otimista e de 26,4 por cento no mais pessimista, enquanto na bacia do rio Paraná as previsões de queda ficam em 2,4 e 8,2 por cento, respectivamente. Se confirmadas as quedas, o total da energia média gerada pelas hidrelétricas brasileiras cairia 1 por cento no cenário otimista e 2,2 por cento no mais pessimista. "A gente sabe que o número é muito conservador…mas o modelo trabalha com médias, e por isso é melhor não se fixar em número, mas a tendência é de que vai piorar, o que faz com que estudos mais sofisticados sejam feitos para saber o quanto vai piorar", disse o acadêmico. Ele explicou que na próxima fase do estudo já deverá contar com uma avaliação de quanto custa para tentar minimizar o impacto climático na economia e quanto custa não fazer nada. "Esse estudo mostra que nada é um assunto fechado, que tudo tem que ser melhor estudado, e como o Brasil depende muito de fontes renováveis de energia a vulnerabilidade é maior e por isso mais uma razão para o Brasil começar a se precocupar com isso", finalizou. Fonte: Estadão Online Vacina da dengue chegará ao público em 2010, promete instituto Enviar comentário 3 Junho, 2008 - 10:13h Com a explosão recente de casos de dengue no Brasil, o Instituto Butantã de São Paulo decidiu acelerar os ensaios para a primeira vacina mundial contra a doença. O presidente do instituto, Isaías Raw, anunciou nessa segunda-feira, dia 2, que pretende começar a imunizar a população em 2010. Os primeiros testes no país, segundo ele, começarão já no ano que vem. - A situação nacional nos obriga a correr. Não temos mais como assistir ao mosquito Aedes aegypti (transmissor da doença) fazer tantas vítimas - justificou. Segundo Raw, até o fim desta semana, as reuniões entre o instituto e os parceiros internacionais (o Instituto de Saúde Pública dos Estados Unidos e da Fundação Path, chefiada pelo empresário Bill Gates) vão definir em quais locais a vacina será testada em humanos. - O cenário ideal é que os ensaios clínicos sejam feitos no Brasil, mas também em outro país que tenha o histórico de dengue. Isso porque por aqui não há circulação do vírus tipo 4, por exemplo, e, além disso, existem outras nações que já possuem um embasamento teórico sobre a dengue, mais avançado do que os dados brasileiros - justificou. Segundo ele, a vacina já passou por experimentos em macacos e em pessoas voluntárias nos Estados Unidos, com sucesso. Fonte: Zero Hora Agricultor que preserva floresta deve ser recompensado, aponta Fiesp Enviar comentário 3 Junho, 2008 - 10:11h Representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmaram nesta segunda-feira (2), em debate sobre meio ambiente realizado na sede da entidade, que a preservação das reservas florestais do país seria mais eficiente caso os agricultores fossem recompensados pela manutenção dessas áreas. De acordo com eles, os produtores rurais têm hoje dois papéis, gerar alimentos e riquezas e ainda preservar as reservas legais de sua propriedade. Para os empresários, os agricultores precisam ser remunerados por ambas as funções. "A agricultura tem, sim, que ser sustentável, mas, antes de tudo, precisa gerar lucro. Ela é um negócio", disse o integrante do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp, José Roberto da Ros. Segundo ele, é difícil um produtor rural da Amazônia se manter cultivando em somente 20% de sua propriedade. Esse é o percentual que pode ser desmatado, segundo a legislação vigente, sem receber nada pela área que ajuda a conservar. Para Ros, políticas governamentais teriam de recompensar esse agricultor. O vice-presidente e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, reiterou a crítica e disse que faltam iniciativas do governo. "As áreas já degradadas no país dariam para plantar muita soja e produzir muito etanol", disse Reis. Ele rebateu os argumentos de ambientalistas de que a crescente demanda por soja e etanol seja o motivo da expansão da fronteira agrícola nacional, principalmente, em direção à Amazônia. Reis afirmou ainda que o Brasil não precisa desmatar para aumentar sua produção. Fonte: Agência Brasil Sueco nega que tenha comprado terras na Amazônia Enviar comentário 3 Junho, 2008 - 10:10h O empresário sueco e co-presidente da Cool Earth, Johan Eliasch, negou na segunda-feira (2) que tenha comprado em nome da entidade assistencialista áreas na Amazônia, em Cristalino (MT), ou estimulado a exploração de ouro na região, conforme foi noticiado pela imprensa. "Essas alegações não têm substância e são completamente falsas", afirmou, em nota. "A Cool Earth não comprou e não vai comprar um acre de terra sequer, seja na Amazônia ou em qualquer outro lugar. Com relação a Cristalino, a Cool Earth não é proprietária de terras na cidade. Seu envolvimento é limitado à doação de fundos para uma organização não-governamental (ONG) britânica chamada Fauna e Flora Internacional, responsável por um projeto de proteção à floresta nessa área", sustentou. Eliasch afirmou que não foi notificado, oficialmente, sobre investigações conduzidas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e que teriam resultado num relatório confidencial com as informações sobre a compra de terras. Sobre da afirmação a ele atribuída de que a Floresta Amazônica poderia ser comprada por US$ 50 bilhões, ele informou que a declaração faz parte de um discurso feito em 2006 para uma seguradora. "É uma distorção. O que eu disse na ocasião é que a indústria seguradora teria um incentivo financeiro claro ao apoiar a proteção das florestas tropicais pelo planeta, na forma de um seguro contra as mudanças climáticas e os furacões subseqüentes associados a estas mudanças. Nesse contexto, eu destaquei que o prejuízo estimado de US$ 75 bilhões, sofrido pela indústria seguradora diante da devastação causada pelo Furacão Katrina, em 2005, era maior que o valor de capital hipotético, estimado para as florestas tropicais brasileiras na época", argumentou. Fonte: Estadão Online
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